|
|
|
* FORUM * * LOJA *
|
Pelo Bem do Bridge Como era de esperar, os simultâneos têm agitado as águas, em termos do interesse pela competição. Os argumentos cruzam-se. Dois exemplos, e a nossa opinião acerca dos mesmos:
As vantagens dos simultâneos para os clubes são evidentes e já expressas noutro local deste site. Para os jogadores, trata-se da possibilidade de jogar torneios em que, apesar da inevitável "assimetria" entre "secções" diferentes, o top não é 4, 12 ou 22, mas 100, ou mais, logo estatisticamente mais correcto. Para a MAIORIA dos jogadores, isto representa a possibilidade de se compararem com os mais fortes, de compararem os seus resultados em "linguados" significativos, e de concorrerem duas vezes por semana com jogadores de todo o país. As regularidades não são campeonatos nacionais onde o rigor competitivo deve estar acima de tudo e de todos. As regularidades são torneios multisemanais, onde o objectivo principal é ocupar o máximo de jogadores, proporcionar-lhes um bom bocado, fazê-los disfrutar do prazer do Bridge, e potenciar o desenvolvimento da modalidade. Por vezes, a ânsia competitiva distorce a perspectiva que se deve ter de tudo o que nos rodeia. E no Bridge não se foge à regra. Pensamos que os simultâneos são essenciais para o desenvolvimento da modalidade. Por muitos motivos. Alguns estão explanados acima, outros foram escritos em outros locais deste site. Mas mais importante que todos eles, é a reacção de fundo que se vai gerando. Fiquei extremamente sensibilizado pela recepção que ocorreu no primeiro torneio na Covilhã, por exemplo. Merece a pena ler com atenção e meditar nestas linhas escritas por Nuno Quaresma. Textualmente...
"Parece-me melhor a minha classificação para o torneio ser a nacional, porque
obriga a um esforço para melhorar o nível de bridge do clube, o que me leva ao
ultimo ponto: tenho torneios de regularidade cá há 5 anos e pela primeira vez
2ª feira as pessoas querem aprender! Sistemas, carteio, flanco...andei eu a
bradar no deserto... já valeu a pena..."
A Covilhã teve apenas 7 pares no primeiro torneio. Mas o número inicial é pouco importante. O importante é a motivação que o simultâneo trouxe, o entusiasmo, a vontade de progredir. E atrás dos sete, com o entusiasmo e o diz que diz, virão oito, nove, dez. Um a um é que se progride. E a maior parte de Portugal está inexplorada, em termos das benesses tecnológicas dos torneios. Basta dizer que antes desta iniciativa, Lisboa tinha os torneios de regularidade mais sofisticados que já vi em qualquer parte do mundo, e o resto do país tinha basicamente o mesmo que há cinco ou seis anos. Por tudo isto, e porque cuidar do estado global da modalidade é mais importante que cuidar da "microaldeia" de cada um, os simultâneos são uma pedra chave numa estratégia de desenvolvimento sustentado e merecem o apoio de todos: Federação, Clubes, Dirigentes, Árbitros, Jogadores. Sobretudo dos jogadores, já que é para eles que os simultâneos existem. Ver o entusiasmo gerado num pequeno núcleo com esta alteração diz-nos que estamos no caminho certo e incita-nos a melhorar ainda mais a organização destes torneios. Rui Marques Árbitro Nacional FPB Árbitro-Chefe EBL Árbitro WBF Webmaster Lusobridge.com |
|
|