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Onze Anos É Pouco TempoDei hoje por mim, sem Internet para publicar as últimas alterações ao site, a passear pelas páginas mais antigas. Acabei por esbarrar num artigo que publiquei o ano passado, aquando da primeira assembleia que aprovou os estatutos. Depois de reler o artigo, espantei-me, sinceramente, com tamanho optimismo e, direi quase mesmo, ingenuidade. Afinal, o projecto por que tanto muitos se bateram nos últimos anos tinha ido para a frente, tudo pareciam rosas... Balanço da situação, com mais um ano às costas e uns pelos brancos nas barbas: Embaraço. Não em relação aos outros, mas em relação a mim próprio... Como é que, naquele momento de entusiasmo, eu pude achar que a mudança iria "correr sobre rodas"? As boas vontades, o espírito de missão e a capacidade de trabalho de muitos têm por várias vezes sido postas em causa pela pressão de alguns. O "bom de ontem" é o "mal de hoje" e vice-versa, ao sabor de interesses momentâneos e alianças nem sempre lógicas. Denigre-se a obra feita, por outro, e tenta-se influenciar o caminho a seguir no sentido de satisfazer os interesses pessoais e/ou clubistas, por outro. Felizmente que a Direcção da FPB tem sabido resistir a essas pressões... É fundamental que o faça, de modo a que os desafios que se avizinham sejam vencidos e não vencedores. O Bridge atravessa uma fase extremamente delicada, e as intenções destrutivas de alguns podem levar a uma hecatombe da qual poderá ser difícil sair depois. Avizinham-se tempos negros ou cor de rosa, consoante as muitas opções que poucos terão de tomar. Isso é preocupante... A futura ARBL arrisca-se a ser mais um "campo de pressão"... Começam a sentir-se sinais preocupantes disso mesmo. Saberão os dirigentes que ainda terão de ser eleitos depois da aprovação formal dos estatutos e convocação das respectivas eleições, ser isentos e defender os interesses do Bridge, preservando os alicerces do Bridge Desportivo? Saberão os responsáveis, "opinion makers", dirigentes, resistir à tentação de pressionar? Esperamos que sim, pela saúde do Bridge. Há um ano a minha sensação era de euforia, agora é de pessimismo... É triste ver o ambiente que se gera em torno destas mudanças. Tão triste, que a modalidade deixa de proporcionar o prazer que proporcionava (e é, na minha opinião, esta, uma das explicações para a quebra generalizada de afluência aos torneios federativos e de clube). Tão triste, que me leva a equacionar a minha continuação na modalidade, por deixar de saber se vale a pena ou não. Afinal de contas, há tanta coisa gira para se fazer no mundo... Será que o Bridge, no seu todo, vale a pena o esforço e o sacrifício pessoal? Rui Marques Voltar a Artigos Gerais Voltar a Página Principal |
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