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Bridge no femininoA inglesa Sandra Landy, uma das melhores jogadoras de sempre, ainda recentemente a número um do ranking mundial feminino, escreveu um artigo sobre o “Bridge e as Mulheres”, que nos permitimos reproduzir parcialmente. Afirma Sandra Landy que há muito mais mulheres do que homens a jogar ao Bridge em Inglaterra, mas que nas competições importantes a predominância é sempre masculina. O que, diga-se de passagem, deve ser parecido em Portugal, a ajuizar pela lista de filiados na Federação, cuja proporção é de 80% de homens para 20% de mulheres, o que certamente não corresponde ao “split” nacional. Segundo Landy, embora o Bridge seja um jogo onde não deveria haver desníveis entre sexos, a realidade é que os homens dominam na alta competição. Uma possível explicação é serem mais agressivos, gostarem de sair vencedores em qualquer batalha, quanto maior o risco mais fascinante o desafio. Na opinião do Prof. Robert Winston, isso deve-se ao maior nível de testosterona existente nos machos. Sandra Landy confessa não se envergonhar em admitir que os homens são superiores no Bridge. No fundo, diz Landy, os homens são melhores em tão poucas coisas, que não vê motivo para lhes retirar esse pequeno triunfo... Aprofundando o assunto, Landy observa que os homens têm maior capacidade de concentração num único assunto, enquanto as mulheres, por natureza multi-funcionais, estão habituadas a distribuir a atenção por diversas tarefas. O Bridge feminino não é apenas uma batalha de egos, é também uma ocasião para encontrar amigas e passar uns momentos longe da casa, dos filhos ou do emprego. Sandra Landy gostaria que essa realidade não fosse ignorada, aconselhando os dirigentes a não complicarem ainda mais as Leis do Bridge. Termina desabafando “Será que a maioria das jogadoras (e provavelmente dos jogadores) precisa de Leis que não entende nem aplica? Será que o excesso de regulamentação não é o pior inimigo do Bridge? Por favor, deixem-se de trapalhadas, simplifiquem as regras do jogo e preocupem-se em penalizar os que estragam o divertimento dos outros! in DN 20/2/2003 e 22/2/2003 Rodrigo Cunha |
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