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Balanço de 2002O ano que está a terminar confirmou que o Bridge está atravessando uma época de mudança, apesar da resistência por parte dos dirigentes. A nível mundial, repetem-se os queixumes pela falta de jovens praticantes, porém pouco se faz para tornar o Bridge atractivo; o sonho olímpico ficou adiado, talvez definitivamente; os patrocinadores fogem de uma modalidade que não oferece retorno; proliferam os jogadores profissionais, arrebatando praticamente todos os títulos importantes. Perante esta realidade a maioria das federações faz como o avestruz, insistindo em fórmulas ultrapassadas, como a mistura de profissionais com amadores, do social com a competição, de federações com clubes, na ilusão de que escondendo a cabeça na areia podem ignorar os perigos que ameaçam a modalidade. Entretanto, a adesão ao Bridge na Internet vai subindo, com a revolução dos clubes virtuais, liderada pelo OKBridge, a impor-se gradualmente. Tanto lá fora, como cá dentro... No Bridge nacional o facto mais relevante deu-se ao nível da Federação, com a eleição de Clotilde Saraiva para presidente e com o pedido de demissão de António Leitão, um confesso defensor do imobilismo, aplainando assim o caminho para a inevitável alteração dos Estatutos. Também foi importante o lançamento de dois sites - www.lusobridge.com e www.unibancobridge.com - ambos com conteúdos abrangentes e apostando no futuro. Em Lisboa houve novidades nos três clubes principais, com Maria João Parente a adquirir o Círculo, Herculano Ferreira a ser eleito presidente da direcção do Paris Bridge, e “Pêpê” Cordoeiro a assumir a gerência do CBL, donde saiu o Quinto Naipe. No campo desportivo, destaque para a subida de Paulo Gonçalves Pereira a nº 1 do ranking nacional, por troca com Sofia Pessoa, que passou a nº 2. Por fim uma palavra de elogio para os promotores dos festivais da Figueira da Foz e da Madeira, cada vez mais internacionais. Rodrigo Cunha |
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